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Petroleiro russo chega a Cuba com ajuda humanitária apesar de bloqueio dos EUA


Ilha recebe seu primeiro carregamento de petróleo em três meses

Publicado: 31/03/2026

Do Brasil de Fato

O petroleiro russo Anatoly Kolodkin chegou nesta segunda-feira (30) a Cuba e aguarda descarregamento no porto de Matanzas, informou o Ministério dos Transportes da Rússia. A embarcação transporta aproximadamente 100 mil toneladas de petróleo classificadas como ajuda humanitária, em contexto de asfixia energética causada pelo bloqueio dos Estados Unidos.

A carga navegou sob bandeira russa e sem escolta militar e, segundo o governo da Rússia, o navio foi inicialmente acompanhado por uma embarcação de guerra da Marinha Russa durante a travessia do Canal da Mancha. No entanto, após entrar no Atlântico, a embarcação prosseguiu sua viagem de forma independente até chegar a Cuba.

Esta foi a primeira chegada de um petroleiro à ilha em três meses, após os Estados Unidos pressionarem a Venezuela e o México a reduzirem ou interromperem o fornecimento de energia a Cuba. Como resultado, a ilha não recebe petróleo desde 9 de janeiro, uma interrupção que levou a uma deterioração contínua do sistema energético e a dificuldades para a população, que depende do combustível para serviços essenciais e para o funcionamento da economia.

Na semana passada, o ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, afirmou que Moscou está preocupada com o aumento das tensões em torno da ilha e garantiu que manterá uma posição de solidariedade com o governo cubano. Depois, o porta-voz presidencial russo, Dmitry Peskov, reiterou o apoio de Moscou e explicou que as autoridades russas estão discutindo mecanismos para ajudar Cuba no que ele descreveu como uma situação difícil.

“Estamos em constante diálogo com a liderança cubana e, naturalmente, discutindo como ajudar a ilha nesta situação tão difícil”, afirmou, enfatizando que as medidas seriam debatidas com as autoridades cubanas.

“Estamos satisfeitos que este carregamento de derivados de petróleo esteja a caminho da ilha, ou melhor, que já tenha chegado”, indicou o porta-voz. Peskov observou que Cuba está “sob um bloqueio muito severo” e precisa de derivados de petróleo e petróleo bruto “para o funcionamento dos sistemas de suporte à vida no país, gerar eletricidade, e fornecer serviços médicos e outros serviços à população”.

Em declarações anteriores, o porta-voz também indicou que a Rússia está preparada para fornecer “toda a assistência possível” e especificou que as questões estão sendo tratadas por meio de negociações com as autoridades cubanas.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia também expressou sua profunda preocupação com o aumento das tensões em torno de Cuba e reiterou seu apoio ao governo cubano e ao seu “povo irmão” diante do bloqueio e da pressão dos EUA. Em sua declaração, Moscou afirmou que a nação enfrenta “desafios sem precedentes” relacionados ao embargo comercial, econômico, financeiro e, mais recentemente, energético.

Nesse sentido, a Rússia enfatizou o conceito de “solidariedade inabalável”, considerando o fornecimento de petróleo e a cooperação logística como parte da resposta a uma situação agravada por decisões externas e restrições prolongadas.

Com essa chegada, a Rússia se posiciona mais uma vez como um ator fundamental na resposta humanitária e energética, em um momento em que Cuba busca manter serviços essenciais e reduzir os efeitos da escassez. A ilha perdeu seu principal aliado regional e fornecedor de petróleo em janeiro, a Venezuela, quando forças estadunidenses sequestraram o presidente Nicolás Maduro.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor tarifas a qualquer país que enviasse petróleo a Cuba e chegou até a sugerir a possibilidade de “tomar” a ilha. Contudo, no domingo (29), Trump disse que não tem nenhum problema com a entrega de petróleo de Moscou a Havana.

“Cuba está acabada, tem um regime ruim, dirigentes muito ruins e corruptos e, consigam ou não um navio de petróleo, não vai importar”, disse à imprensa.

“Eu preferia deixar entrar, seja da Rússia ou de qualquer outro, porque as pessoas precisam de aquecimento, refrigeração e de todas as outras coisas necessárias”, acrescentou o presidente magnata.



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