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SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DE PERNAMBUCO
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Publicado: 09/12/2025
Do GGN
Por Luis Nassif
A relatoria da Lava Jato tinha um enorme valor geopolítico e econômico. Afinal, estavam em jogo:
São inúmeras as demonstrações de simbiose total da Lava Jato com o DoJ, o FBI, o DHS e a fina flor da plutocracia mundial, como ficou claro na recepção organizada em Mônaco para saudar Sérgio Moro.
Nos dias que antecederam sua morte, Teori Zavascki havia anulado atos formais de processo de homologação anteriores (realizados durante o recesso), e preparava-se para reavaliar cláusulas consideradas excessivas, definir limites das colaborações e reorganizar a tramitação por competência.
Por tudo isso, uma perícia verdadeiramente completa e robusta no acidente aéreo que vitimou o ministro Teori Zavascki teria de ser muito mais ampla do que um simples laudo técnico de queda de aeronave – como ocorreu. Seria uma perícia de Estado, no padrão usado para casos sensíveis envolvendo autoridades de alto escalão, com múltiplas frentes independentes, rastreabilidade total de evidências e supervisão externa.
Não bastaria responder “como o avião caiu”, mas se ele caiu apenas por acidente — ou se alguém ajudou a cair.
No caso Teori, nada disso aconteceu.
Os 10 erros fundamentais
1. Erro de enquadramento inicial
O caso foi administrativamente enquadrado como simples acidente civil — não como possível crime contra autoridade pública.
2. Escopo restrito de perícia
A investigação ficou por conta da CENIPA (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) que não tem competência para investigação criminal
Mesmo assim:
3. Ausência total de comissão independente
Nenhum órgão externo foi integrado:
Não houve fiscalização de evidências nem contraditório técnico.
4. Nenhuma perícia pública de explosivos
Jamais foram divulgados exames robustos de:
A sabotagem nunca foi cientificamente excluída — apenas ignorada.
5. Cadeia de custódia opaca
Não há rastreabilidade pública:
Sem cadeia transparente, valor forense da prova é reduzido.
6. Investigação criminal subordinada
PF aceitou a posição subalterna:
O Estado confundiu investigação técnica de acidente com investigação criminal de homicídio.
7. MPF atuou como homologador
O papel constitucional de controle externo não foi exercido de forma efetiva.
“Clima ruim + falha humana” …divulgada antes da finalização da perícia.
Criou pressão política para encerrar o caso rapidamente.
Assinatura institucional diluída:
Sem assinaturas individuais não existe responsabilização pericial real.
PF arquivou:
O arquivamento ocorreu por aceitação de narrativa, não por esgotamento técnico de hipóteses.
Pode ser que uma nova investigação acabe corroborando as conclusões da Cenipa. Pode ser que não. O que não pode é um acidente, com tais repercussões, não ser alvo de uma investigação profissional, com todos os cuidados dispensados a um episódio sensível.
Muita água ainda irá rolar da Lava Jato. Ainda mais quando forem revelados os conteúdos da tal “caixa amarela”, que conteria as gravações clandestinas preparadas por Tony Garcia, a mando de Sérgio Moro.
Está-se frente a uma organização perigosa, com ligações internacionais já sobejamente conhecidas.
Está na hora de se abrir, definitivamente, a caixa de Pandora da Lava Jato