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SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DE PERNAMBUCO
(81) 3131.6350 - sindsep@sindsep-pe.com.br
Publicado: 16/09/2026
Há poucos anos, durante o governo Jair Bolsonaro (2019–2022), assistimos a um grande desmonte da nação brasileira. Desde o corte de investimentos em todas as áreas públicas, com o congelamento dos salários das servidoras e servidores, a desestabilização econômica e ameaça concreta à democracia por meio da tentativa de um golpe de Estado.
Durante aquele período foram realizados cortes significativos em áreas sociais cruciais, como educação, ciência e tecnologia, saúde e preservação ambiental, além da reforma da Previdência que retirou diversos direitos da população brasileira. O período enfrentou momentos de alta inflação (especialmente em alimentos e combustíveis), desemprego elevado e fome.
Discursos e falas frequentes do ex-presidente questionando o sistema eletrônico de votação, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Supremo Tribunal Federal (STF) tensionaram os limites institucionais, que culminou com a tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023. O plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes foi revelado pela Polícia Federal (PF). A investigação apontou que um grupo ligado ao ex-presidente Bolsonaro planejava executar as autoridades, em dezembro de 2022, para impedir a posse do governo eleito.
No entanto, devido à falta de apoio das Forças Armadas, o governo Bolsonaro não conseguiu concretizar o golpe e o ex-presidente acabou sendo julgado e condenado à prisão, assim como os seus principais aliados.
A democracia venceu o medo
O rito democrático seguiu seu curso e o atual governo teve início, focado na reconstrução institucional, fortalecimento econômico através de reformas estruturais e ampliação de investimentos sociais e ambientais.
O novo governo conseguiu aprovar a histórica Reforma Tributária e o Novo Arcabouço Fiscal, além de registrar crescimento estável do PIB (acima de 3%) e desemprego e fome em quedas históricas. Lançou o PATEN para atrair investimentos em descarbonização, regulamentou o Hidrogênio Verde e aprovou o projeto Combustível do Futuro (foco em biocombustíveis e combustível sustentável de aviação). Também criou o Plano de Transformação Ecológica (neoindustrialização verde), focou na soberania digital em IA e expandiu a Telessaúde no SUS.
Em se tratando de políticas públicas, retomou o Novo PAC (infraestrutura), fortaleceu o Bolsa Família, aumentando o seu valor e quantidade de beneficiados, lançou o Pé-de-Meia (poupança contra a evasão escolar), ampliou o Minha Casa, Minha Vida e voltou a investir fortemente em políticas públicas e estruturais em todas as áreas.
“Também retomou as negociações com as servidoras e servidores públicos federais, promovendo reajustes salariais e nos benefícios, além de garantir novos direitos. E promoveu o reajuste do salário mínimo acima da inflação ano após ano, além de garantir a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5mil. Tem ainda como projeto aprovar o fim da escala 6x1 e, com isso, garantir melhor qualidade de vida para quase 27 milhões de pessoas, aumentar a oferta de trabalho e aquecer a economia”, destacou o coordenador-geral do Sindsep-PE, José Carlos de Oliveira.
Atualmente, temos dois brasis em disputa. O Brasil tem o "mapa da mina" para as próximas décadas. A energia verde garante o passaporte para o futuro econômico global, enquanto a tecnologia eleva a produtividade. Contudo, sem um presidente e um governo federal que garantam a manutenção da estabilidade democrática e um combate severo às desigualdades sociais, o futuro promissor do país corre o risco de se tornar apenas uma promessa repetida do passado e nunca concretizada.