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Em seu primeiro ano de governo, o presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, inaugura um novo modelo de intervenção baseado em mentiras e no sequestro de um presidente, ameaçando todo o continente americano

Publicado: 05/01/2026

A América Latina está, mais uma vez, sob ataque! Em seu primeiro ano de governo, o presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, inaugura um novo modelo de intervenção baseado em mentiras e no sequestro de um presidente, ameaçando todo o continente americano. O ataque à Venezuela, com a captura do presidente, Nicolás Maduro, e da sua esposa, Cilia Flores, representa um novo momento das relações entre o país do norte e os demais países da América.

Depois do ato de terrorismo contra o povo venezuelano, Donald Trump deixou claro, durante uma entrevista coletiva, que o único interesse dos EUA é econômico. Afirmou que as empresas norte-americanas irão retomar o controle do petróleo venezuelano – o país tem a maior reserva de petróleo do mundo. Disse, ainda, que seu país irá governar a Venezuela até o momento em que uma transição “apropriada” for possível.  Ele também ameaçou a Colômbia e o México. O seu secretário de Estado, Marco Rubio, ameaçou Cuba. 

Nesse domingo (04), o conselheiro de Trump, Jason Miller, insultou Lula em uma rede social de uma forma bastante violenta. "Vai se f**, Lula. Agora todos nós sabemos qual é a sua posição!", disse Miller no X ao compartilhar uma matéria sobre a fala do presidente brasileiro recriminando o ataque à Venezuela. O nível é esse! Tudo dito e feito de forma muito explícita, deixando claro que o objetivo central é a dominação de um país sobre os demais.  

O Continente inteiro está lidando com criminosos. Donald Trump tentou dar um golpe nos EUA, quando não conseguiu se reeleger em 2021. Ele deveria ter sido punido por isto. Não foi. Voltou em 2024 e agora ameaça o próprio País, a América Latina e o mundo.

Nos últimos doze meses - período que marcou o primeiro ano do seu segundo mandato - os Estados Unidos executaram bombardeios em pelo menos sete países: Venezuela, Síria, Iraque, Irã, Nigéria, Iêmen e Somália. Além disso, apoiou incondicionalmente o massacre de Israel na Palestina. 

Agora, os EUA voltam seus tentáculos para a América em uma reedição da Doutrina Monroe, uma política externa dos Estados Unidos do século XIX. Anunciada em 1823 pelo presidente James Monroe, a Doutrina estabelecia que as Américas não estavam mais abertas à colonização europeia. Na prática, o que ocorreu foi uma divisão. Enquanto o continente americano passou a ser o quintal dos EUA, a Europa passou a colonizar os países africanos. 

Mas foi 80 anos depois que os reflexos da doutrina começaram a causar mais efeitos. Sob o pretexto de impedir a interferência europeia, os Estados Unidos ocuparam ou fizeram intervenções militares em países como República Dominicana, Haiti, Honduras, Nicarágua, Panamá e Cuba. A partir dos anos 1940, a batalha da Doutrina Monroe se vira contra o comunismo, e os Estados Unidos promovem e apoiam golpes por todo o continente: Nicarágua, Chile, Paraguai, Argentina e Brasil. 

A nova narrativa é mais um embuste

No século XXI, quando o comunismo não faz sombra ao capitalismo tanto quanto no século passado, a desculpa para invadir os países vizinhos é o narcotráfico. Parece uma piada de mau gosto. Mas é isso mesmo! Depois de várias tentativas infrutíferas de golpe na Venezuela, os EUA passaram a acusar o próprio presidente de ser um líder narcotraficante!

"Precisamos lembrar ainda de anos de embargo econômico promovido pelos diversos governos norte-americanos (Democratas e Republicanos), responsável por provocar uma grande crise financeira junto à população daquele país. Os EUA têm utilizado, cada vez mais, as sanções econômicas como ferramenta central de pressão e controle. Trata-se de uma forma de atuação profundamente destrutiva, que atinge diretamente a vida cotidiana das populações. Em desacordo com o direito internacional, essas sanções estrangulam economias inteiras, dificultam a importação de alimentos, medicamentos e insumos básicos, e agravam crises sociais já existentes", comentou o coordenador-geral do Sindsep-PE, José Carlos de Oliveira. 

Enquanto o discurso oficial fala em “defesa da democracia” ou “combate ao crime”, que são nítidas falácias e manipulações, na prática o que se vê é a punição coletiva de povos que ousam afirmar sua soberania e escolher caminhos políticos próprios, por meio de um cerco econômico que produz sofrimento, instabilidade e morte.

Diante da resistência dos venezuelanos, restou aos EUA promover um grande teatro. Após atacar várias embarcações no mar do Caribe e assassinar seus ocupantes, alegando serem traficantes, sem que nenhuma prova fosse apresentada, e saquear navios venezuelanos que transportavam petróleo, o governo Trump promoveu o sequestro de Nicolás Maduro e irá julgá-lo de forma humilhante, em uma enorme afronta à soberania da Venezuela!

Importante lembrarmos que, recentemente, Trump concedeu indulto liberando da prisão o ex-presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández. Juan Orlando, que presidiu Honduras entre 2014 e 2022, havia sido condenado em 2024 a 45 anos de prisão e ao pagamento de uma multa de US$ 8 milhões por crimes relacionados ao tráfico de entorpecentes.

Importante lembrarmos também que o Congresso Nacional brasileiro, formado em sua maioria por políticos de direita e extrema direita, chegou perto de aprovar um projeto para que os traficantes brasileiros fossem enquadrados como terroristas. Na verdade, o que eles querem é fazer com que os EUA também possam entrar no Brasil, com a desculpa de combater traficantes, para promover um novo golpe, recolocando políticos no poder que possam atender aos interesses norte-americanos.  

O mundo sabe que a economia norte-americana está em decadência por pura incompetência de seus governos. E o mundo também sabe que, quando isso aconteceu no passado, os EUA resolveram pilhar outros países ao redor do mundo. Mas, agora, estamos vivendo uma situação ainda pior. A estratégia de segurança nacional de Trump é uma flagrante violação do direito internacional. Mas ele lida com a situação como se fosse a coisa mais natural do mundo. Supremacista branco, em seu delírio de grandeza, Trump acredita que o seu país deve comandar o mundo, por meio da força e usufruir ao máximo da rapinagem internacional. 

Como disse o presidente Lula, esse pode ser “o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo".

Haverá resistência

Mas a América Latina e o mundo resistirão! O Brasil, Chile, Colômbia, México e Uruguai, além da Espanha, lançaram um comunicado repudiando os ataques dos EUA à Venezuela. O presidente de Cuba afirmou que defenderá o país irmão. O povo venezuelano está nas ruas disposto a pegar em armas para se contrapor a invasão.  

A China exigiu a liberdade imediata de Maduro e a retomada do diálogo como forma de solucionar a questão. A Rússia condenou o ataque. Os democratas norte-americanos querem o impeachment do presidente. A população de vários países do mundo saiu às ruas em defesa da Venezuela.   

Enquanto isso, Trump e seus aliados entram em uma espécie de pânico existencial e não conseguem distinguir entre uma fantasia imperial e a realidade geopolítica. Os EUA convulsionam junto com o seu sistema hegemônico na última tentativa frenética de reeditar o poder que já migrou para outros centros.

Ainda não se sabe como Trump conseguiu convencer-se de que seu ar de arrogância, ameaças militares e manipulação midiática podem restaurar a hegemonia que foi perdida depois de décadas de enormes gastos com guerras ao redor do mundo e incompetência econômica.

Não existe mais espaço no mundo para a arrogância civilizatória dos Estados Unidos da América! 

Salve o multilateralismo! Salve a liberdade e a autodeterminação dos povos! Salve a América Latina!



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