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Sem reajuste, servidores podem decretar movimento grevista

14/06/2022




Depois que o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o governo deu por encerrada qualquer possibilidade de reposição salarial dos servidores públicos neste ano, a indignação da categoria só aumentou. A Condsef/Fenadsef alerta que existe a possibilidade real de construção de um movimento grevista que envolva todo o funcionalismo. Em reunião por videoconferência com o empresariado da cadeia de abastecimento, o ministro afirmou que o governo "não conseguiu dar aumento de salários. Logo ali na frente, vai ter aumento pra todo mundo".

Mas, depois de três anos promovendo um verdadeiro massacre da categoria, ninguém acredita que após as eleições, o governo Bolsonaro tomará qualquer atitude para beneficiar os servidores. 
Importante lembrarmos que a maioria dos servidores está com seus salários congelados há mais de cinco anos.

Além disso, a Reforma da Previdência aumentou a idade mínima, o tempo de contribuição e o valor da contribuição do servidor. Este governo também postergou o pagamento de precatórios aos servidores, aposentados e pensionistas e quer aprovar no Congresso, logo após as eleições, a proposta de Reforma Administrativa que desmonta em vez de organizar a administração pública.

A eventual desistência da correção salarial dos servidores, em um percentual de apenas 5%, será um grande vexame para o governo, além de grande desrespeito com os trabalhadores. Desde o fim do ano passado, quando prometeu dar reajuste a categorias de interesse eleitoral do Planalto, como as forças de segurança, o governo federal avançou e recuou diversas vezes, confundindo a população e tentando desmobilizar a luta dos servidores. 

Os servidores protocolaram a sua pauta de reivindicação da campanha salarial 2022, no Ministério da Economia no dia 18 de janeiro deste ano. Os servidores solicitaram a reposição inflacionária de 19,99%, referente aos três anos de inflação do governo Bolsonaro, além da revogação da EC 95 (lei do teto dos gastos) e arquivamento da reforma da Previdência (PEC 06/2019). Mas o governo também se negou a sentar com os representantes dos servidores para negociar.  

Bolsonaro e Paulo Guedes dizem que não têm recursos para a reposição. Mas no orçamento 2022, o governo destinou R$37,6 bilhões de reais para emendas parlamentares, desse total R$16,5 estão no "orçamento secreto". Também estão reservados quase R$2 trilhões para o refinanciamento da dívida pública que gera lucros absurdos para uma pequena minoria de banqueiros. 
 

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