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Semana decisiva para o fim da Escala 6x1


A previsão do governo Lula é de que a comissão especial vote o parecer nesta semana para levar a proposta ao plenário no próximo dia 27. Mas os bolsonaristas e o Centrão são contra

Publicado: 18/05/2026

Estamos entrando em um momento decisivo para a aprovação do fim da Escala 6x1 no Congresso Nacional. O relator da comissão especial sobre o tema, deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA), deve apresentar a primeira versão do parecer sobre a medida na próxima quarta-feira (20/5).

A previsão do governo Lula é de que a comissão especial vote o parecer nesta semana para levar a proposta ao plenário no próximo dia 27. 

O governo Lula, as centrais sindicais e a classe trabalhadora pressionam para que a redução seja de 44 horas semanais para 40 horas, com cinco dias de trabalho e dois de folga, sem redução de salário. 

No entanto, os deputados e senadores bolsonaristas não querem deixar esta proposta passar. Eles apresentaram emendas para que a mudança não valesse de imediato e para que diversas categorias não pudessem ter dois dias de descanso. 

Bolsonaristas só querem mudança em 10 anos 

Uma emenda apresentada ao projeto prevê 10 anos de transição para que a escala de trabalho seja reduzida de 44 horas para 40 horas semanais. 10 anos! Mas quando é para aprovar projetos que beneficiam as grandes empresas e o andar de cima, não se fala em transição. As mudanças passam a valer no dia seguinte. 

A PEC que propôs a desoneração da folha de pagamento para as grandes empresas, que fez com que bilhões de reais deixassem de ser arrecadados, não teve transição. O uso do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para socorrer bancos também não teve transição. Com isso, recursos de bancos públicos foram usados para socorrer bancos privados, inclusive o banco Master. 

Quando Bolsonaro resolveu isentar o imposto para o Jet Sky a lei passou a valer no dia seguinte. A reforma trabalhista do governo Michel Temer, que retirou diversos direitos da classe trabalhadora, passou a valer 120 dias depois de aprovada. 

“Isso sem falar nos projetos aprovados para beneficiar os próprios senadores e deputados. Aprovam em um dia, no dia seguinte já está valendo. Não podemos aceitar esse período de transição. Reduzir a escala para 40hs é um direito que chega atrasado ao Brasil. Outros países já implementaram escalas menores. Mas a elite empresarial usa parlamentares bolsonaristas e do Centrão para impedir que o trabalhador brasileiro possa ter melhores condições de vida e descanso”, comentou o coordenador-geral do Sindsep-PE, José Carlos de Oliveira. 

Apenas para alguns

Outra emenda da oposição quer manter as 44 horas para as atividades essenciais. Os parlamentares bolsonaristas falam em atividades que possam comprometer a preservação da vida, da saúde, da segurança, da mobilidade, do abastecimento, da ordem pública ou da continuidade de infraestruturas críticas. 

“Como se essas pessoas não merecessem descanso! Ora... se as outras empresas, que desenvolvem outras atividades, terão que contratar mais mão de obra, porque essas têm que ficar de fora? Isso não existe”, complementou José Carlos. 

Na Pressão

Trabalhadoras e trabalhadores podem continuar pressionando pelo fim da Escala 6x1, utilizando a plataforma ‘Na Pressão’. Por meio dela, é possível mandar mensagens diretas para cada parlamentar, de qualquer partido ou estado, por e-mail, Whatsapp e outras redes sociais, pedindo para que votem SIM pelo fim da escala! Você pode pressionar, por exemplo, todos os parlamentares de seu estado usando a ferramenta. É simples, rápida e eficaz! 

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