SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DE PERNAMBUCO

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Servidores lançam campanha em ato em Brasília. Amanhã, tem mais atividades

11/02/2020




O lançamento oficial da Campanha Salarial Unificada dos servidores dos Três Poderes aconteceu na tarde desta terça-feira (11) num ato em repúdio a recente declaração do ministro da economia, Paulo Guedes, que comparou os servidores a “parasitas”. O ato aconteceu em frente ao Ministério da Economia, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Na ocasião, servidores de todo o Brasil exigiram a abertura imediata das negociações da Campanha Salarial 2020. 

“Depois de chamar, os trabalhadores, que passam a sua vida atendendo as maiores demandas da população brasileira e contribuindo para o desenvolvimento social e econômico do Brasil, de parasitas, Paulo Guedes passou a falar um monte de mentiras relacionadas ao serviço público. É uma cara de pau incrível. Uma falta de respeito absurda. Não iremos admitir mais isso”, comentou o coordenador geral do Sindsep-PE, José Carlos de Oliveira, que estava presente ao ato de lançamento da campanha.   

Os funcionários públicos também cobraram uma audiência com o ministro da Economia, que já foi solicitada pela Condsef/Fenadsef e demais entidades representativas da categoria.

Nesta quarta-feira, 12, haverá uma nova atividade da Campanha Salarial. Trabalhadores participarão de ato e seminário convocados pela Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Servidores e dos Serviços Públicos, na Câmara dos Deputados. Dezenas de entidades sindicais e parlamentares contrários ao desmonte do Estado participarão do ato político que acontecerá pela manhã.  

Na parte da tarde, painéis discutirão mitos e verdades sobre o funcionalismo público, ajuste fiscal e privatizações. Ao fim da programação, haverá deliberação e encaminhamentos sobre atuação conjunta no Congresso Nacional, ações midiáticas de conscientização da população e mobilização para construção dos protestos de 8 de março (Dia Internacional de Luta das Mulheres) e 18 de março (Dia Nacional de Mobilização e Lutas). 

O 18 de março irá mobilizar servidores de todo o Brasil contra o desmonte dos órgãos públicos e as privatizações, em defesa dos serviços públicos e da soberania nacional. "Não podemos ser desrespeitados diariamente por este governo sem fazer nada. Vamos à greve", comentou o secretário geral do Sindsep, José Felipe, que também esteve no ato em Brasília. Também estava no ato a diretora de Formação do Sindsep-PE e diretora da CUT Nacional, Elna Melo.  

Mentiras para justificar o desmonte do setor

Com o objetivo de tentar justificar o desmonte do setor público brasileiro para repassar os serviços aos empresários, o ministro da economia, Paulo Guedes, afirmou, entre outras mentiras, que o governo está quebrado e que gasta 90% de sua receita com o funcionalismo público. Primeiro o governo não está quebrado, pois dispõe de mais de R$ 1 trilhão na conta única do Tesouro. E, segundo dados do próprio governo, o gasto com o funcionalismo é de 20%.  

Guedes disse também que o governo é obrigado a dar aumento de salários anuais aos servidores. Outra mentira. Em 2019, por exemplo, os trabalhadores não tiveram nem um aumento. O Supremo Tribunal Federal, infelizmente, já decidiu que o poder Executivo não é obrigado a fixar data-base para conceder reajustes. O Tribunal também decidiu que os salários não precisam nem ser corrigidos pela inflação.

Paulo Guedes afirmou, ainda, que os funcionários públicos tiveram um aumento de 50% acima da inflação. Entre julho de 2010 e dezembro de 2019, os servidores federais tiveram perda salarial de 32,6%, considerando a inflação do período. Segundo o ministro, os servidores também teriam aposentadoria generosa. Mas a aposentadoria dos trabalhadores que ingressaram no serviço público a partir de fevereiro de 2013 é igual a dos trabalhadores da iniciativa privada. Para ganhar mais que o teto do INSS o servidor tem que contribuir para uma previdência complementar. 

Sem dizer de onde tirou o percentual, o ministro afirmou que 88% dos brasileiros é a favor da demissão dos funcionários públicos e da reforma Administrativa. 

Guedes só não explicou o porquê de existir estabilidade para quem trabalha para o Estado. Com o fim da estabilidade, não existirá garantia para que os servidores possam fiscalizar as ações do Governo. Um auditor fiscal, por exemplo, jamais poderá assinar um parecer contrário à licitação de um prefeito, governador ou presidente sem o risco de ser demitido. A função dos servidores é a de prestar serviços à população e proteger o estado. Evitar que os governadores se utilizem de seus cargos para buscar vantagens pessoais.   
 

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