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Servidores não querem 10 centavos de aumento, querem dignidade!

Fonte: Ascom Sindsep-PE
25/01/2022



 

Um governo que corta mais de R$ 1 bilhão do Trabalho e Previdência e mais de R$ 800 milhões da educação, que é à base de tudo, não tem qualquer respeito à população brasileira e, consequentemente, ao serviço público, responsável pela operacionalização do bem-estar social. Prova disso foi a reserva de R$ 1,7 bilhão que o governo separou no Orçamento Geral da União para um possível reajuste de servidores. Para o contingente de trabalhadores na esfera federal, o valor é irrisório e não comtemplará a todos. Como o governo já vem sinalizando anteriormente, apenas algumas carreiras seriam contempladas, mais especificamente três (Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e o Departamento Penitenciário Nacional).

Por isso, a cada passo desastroso do governo Bolsonaro, os servidores públicos federais caminham rumo à greve. Já existe um indicativo de paralisação para 9 de março. A categoria luta por um reajuste linear de 19,99%, que representa apenas a recomposição das perdas inflacionárias ocorridas no atual governo. A Condsef/Fenadsef e outras entidades nacionais do funcionalismo lutam por reajuste igual para todos. O vice-presidente Hamilton Mourão chegou a ironizar a categoria dizendo que se fosse para todos seria “Dez centavos de aumento”.

“R$ 1,7 bilhão não resolve o nosso problema porque temos hoje em torno de 1.257 milhão de servidores e esse montante não possibilita um reajuste linear para todos. Não podemos ficar sob a égide da ironia do presidente da República, do seu ministro da Economia ou do seu vice. Não Hamilton Mourão, não queremos 10 centavos de aumento, queremos dignidade. Queremos de vocês o mesmo tratamento que foi dado ao orçamento secreto”, dispara o secretário-geral da Condsef/Fenadsef, Sérgio Ronaldo da Silva.

O sindicalista questiona que o governo Bolsonaro destinou R$ 16,500 bilhões para o orçamento secreto e mais de R$ 5 bilhões para o fundo eleitoral. “Para o reajuste dos servidores precisamos de mais recursos e tem de onde tirar. Então, se o governo Bolsonaro está querendo remeter essa discussão para março, a consequência pode ser a maior greve do funcionalismo federal nos últimos tempos que está se organizando junto às entidades da categoria.”, alerta Sérgio Ronaldo.

Lembrando que desde a entrada do Temer em 2016, quando foram encerradas as negociações com os servidores federais, a categoria amarga uma perda salarial de quase 30%.

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