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Servidores voltam às ruas nesta quarta (02) por reposição salarial

01/02/2022



 

Os servidores públicos federais irão se unir aos servidores estaduais e municipais em uma mobilização nacional, nesta quarta-feira (02), pela reposição salarial urgente, por melhores condições de trabalho e em defesa do serviço público. Os servidores federais do Executivo sofrem com o congelamento salarial há cinco anos e exigem reposição das perdas imediatamente. A última negociação ocorreu em 2015, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Os trabalhadores querem a reposição do índice da inflação dos três anos de Bolsonaro, que é de 19,99%. Um documento com esta reivindicação já foi entregue ao Ministério da Economia. 

No Recife, haverá panfletagem na avenida Agamenon Magalhães, às 10h. Também serão colocadas faixas e cartazes em órgãos públicos. 

Ao sancionar a Lei Orçamentária de 2022, o governo Bolsonaro cortou quase 1 bilhão do INSS, 740 milhões da educação e reservou apenas 1,7 bilhão para reposição de perdas inflacionárias de uma ínfima parcela de servidores. Alegando não ter recursos, Bolsonaro afirmou que a reposição seria concedida apenas a três categorias de funcionários públicos (Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e o Departamento Penitenciário Nacional). Hoje, o Brasil possui 1.257 milhão de servidores federais. 

Na mesma Lei Orçamentária, foram reservados 37,6 bilhões para emendas parlamentares, dos quais 16,5 bilhões estão no "orçamento secreto". Lá também consta um valor de 1,9 trilhão para o refinanciamento da dívida (banqueiros). Ou seja, Bolsonaro não promove a reposição inflacionária dos servidores apenas se não quiser. A Condsef/Fenadsef e outras entidades nacionais do funcionalismo lutam por reajuste igual para todos. 

Mentiras

Para não conceder o reajuste, o governo espalha a mentira de que o Brasil possui muitos servidores e que seus salários são muito altos. Mas dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico  (OCDE) mostram que 12% dos trabalhadores brasileiros estão na iniciativa pública, enquanto a média dos países pesquisados é de 21%, chegando a quase 35% nos mais desenvolvidos, como Dinamarca e Noruega. Também estão longe de ser os vilões das contas públicas. Nos últimos 15 anos, o gasto com o funcionalismo público frente ao PIB se manteve praticamente estável, de acordo com números do IPEA.

Além disso, levando em consideração os servidores federais, estaduais e municipais, metade deles recebe até três salários mínimos e apenas 3% acima de 20 salários, sendo que o Judiciário é o poder que mais concentra as altas remunerações. 

O vice-presidente Hamilton Mourão chegou a ironizar a categoria dizendo que se fosse para todos receberem reajuste seria “Dez centavos de aumento”. Lembrando que desde a entrada do Temer em 2016, quando foram encerradas as negociações com os servidores federais, a categoria amarga uma perda salarial de quase 30%.

Por isso, os servidores públicos federais caminham rumo à greve. Já existe um indicativo de paralisação para 9 de março. “Eles passaram todo este governo desrespeitando os servidores enquanto nos jogam contra a opinião pública. Na verdade, o grande objetivo é o de promover o desmonte das políticas públicas para deixar a população nas mãos dos empresários. Não é à toa que estão querendo aprovar a reforma Administrativa (PEC-32) para destruir os serviços públicos. Mas não iremos permitir”, destacou o coordenador-geral do Sindsep-PE, José Carlos Oliveira.
 

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