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Sindsep-PE se solidariza com o professor Paulo Valença

19/05/2022




O Sindsep-PE se solidariza com o professor aposentado, ex-presidente da CUT-PE e ex-vice-prefeito de Olinda, Paulo Valença, 72 anos, agredido por um vizinho que se diz bolsonarista, na última terça-feira (17), no prédio onde reside. 

Essa foi mais uma agressão que deve ser colocada na conta do presidente Jair Bolsonaro, pessoa completamente despreparada para ocupar a cadeira presidencial. É o atual presidente que vem incitando a população à intolerância política, em especial contra os petistas e os militantes da esquerda brasileira.  

O Sindsep-PE acredita que a sociedade deve conter essas atitudes antes que elas se alastrem de forma descontrolada por todo o país. A ideologia bolsonarista vem promovendo a violência como forma de ação política para inibir a oposição às suas ideias. Em um país democrático, atitudes desse tipo afrontam a liberdade dos cidadãos e cidadãs garantida pela Constituição Federal. 

Esse estímulo à violência, na verdade, faz parte de um projeto maior. Não é à toa que o próprio presidente vem confrontando diuturnamente os demais poderes da República e a própria democracia, com ameaças escancaradas de um golpe de Estado.   

As agressões

O professor Paulo Valença afirmou que tudo aconteceu porque ele reclamou de uma dedetização em áreas comuns do condomínio que poderia contaminar o poço artesiano coletivo. A resposta do agressor foi xingá-lo de petista corrupto e ladrão. 

Segundo informações divulgadas pelos meios de comunicação pernambucanos, depois do bate-boca, Paulo Valença escorregou e caiu no chão desacordado. O agressor aproveitou a situação, de forma covarde, desferiu chutes nas costas de Valença e tentou acertar uma lajota na sua cabeça. Tudo isso porque um idoso tentou defender a sua saúde e a das pessoas que residem em seu prédio. 

Os representantes de Paulo Valença informaram que a vítima e as testemunhas da agressão deverão prestar depoimento na delegacia de Maria Farinha, onde a ocorrência foi registrada.

Nunca é demais lembrarmos do poema “No Caminho, com Maiakóvski”, do dramaturgo carioca, Eduardo Alves da Costa: 

(…) Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.

Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.

Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada. (…)

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