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Trabalhadores brasileiros se unem em atos e pedem impeachment de Bolsonaro

Fonte: Ascom Sindsep-PE
07/08/2020



 

A CUT e as outras 10 centrais sindicais, além de diversos movimentos sociais, realizaram, de forma unitária, uma série de atos em todo o Brasil, na última sexta-feira (07), no Dia Nacional de Luta pela Vida e Emprego. Trabalhadores de todo o país participaram de atos simbólicos de rua e paralisações de 100 minutos nos locais de trabalho como protesto pela morte de quase 100 mil brasileiros e brasileiras, vítimas do novo coronavírus (Covid-19).  Na sexta-feira já eram 98.644 mortes - mais de 6 mil apenas em Pernambuco. A mobilização também fortaleceu a campanha #ForaBolsonaro, pelo impeachment do presidente. 

Em Pernambuco, os atos aconteceram simultaneamente, às 14h, em diversos municípios como Recife, Garanhuns, Caruaru e Petrolina. É claro que, devido à pandemia, os atos não tiveram a intenção de mobilizar muita gente. No Recife, o ato principal aconteceu na Praça do Derby (FOTO). Os trabalhadores aproveitaram o sinal fechado para apresentar faixas, cartazes e colocar cruzes para representar as vítimas. Em Petrolina, no Vale do São Francisco, trabalhadores distribuíram panfletos em alguns pontos da cidade. Em Garanhuns, no Agreste do estado, foi realizado um ato simbólico na Comunidade Quilombola de Atoleiro, no município de Caetés, com plantio de mudas.

“Estamos aqui para apontar Bolsonaro como o principal culpado pelas mortes de quase 100 milhões de brasileiros e brasileiras e pedir o seu afastamento o mais urgente possível. A cada dia que esse homem passa na Presidência, mais de mil pessoas são mortas”, destacou o coordenador geral do Sindsep-PE, José Carlos de Oliveira.  

Um erro atrás do outro

Em 2019, já no Governo Bolsonaro, foram retirados mais de 20 bilhões da Saúde brasileira. No início do governo, Bolsonaro acabou com o programa Mais Médicos, expulsando 8,5 mil médicos cubanos de quase 1.300 municípios brasileiros e causando um grave impacto negativo para o já precário atendimento à saúde, principalmente da parcela mais pobre da população. O atual presidente também reduziu drasticamente as equipes do programa Saúde da Família que atendiam a milhares de brasileiros. 

Diante da pandemia do novo coronavírus, quando a grande maioria dos governantes passou a tratar a Covid-19 com a seriedade e agilidade necessária, Bolsonaro passou a desdenhar do que chamava de uma gripezinha. Ao participar de mobilizações de rua sem máscara, ele também desqualificou a quarentena e estimulou as aglomerações e a ida das pessoas às ruas sem máscaras. “Ele não tem a menor dimensão do que é ser um presidente da República. As suas atitudes estimularam uma grande parcela de brasileiros a fazer tudo o que não deviam diante de uma doença tão grave como essa”, destacou José Carlos.

Além disso, todas as atitudes de Bolsonaro diante da pandemia estão contribuindo para desmontar a economia brasileira. “Se Bolsonaro tivesse feito o papel que lhe cabia, orientando às pessoas a ficar em suas casas e repassado recursos para todos os trabalhadores brasileiros e empresas que foram fechadas, como diversos outros países fizeram, já teríamos nos livrado dessa doença e a economia já teria voltado a se movimentar. Mas ele não queria repassar nem os R$ 600 reais aos mais vulneráveis”, lembrou José Carlos.

Desde o princípio do debate sobre o auxílio-emergencial, no Congresso nacional, Bolsonaro deu diversas declarações de que era contrário à ajuda financeira aos mais vulneráveis. Quando identificou que ela seria aprovada, passou a defender a ajuda de apenas R$ 200 e suspensão do contrato de trabalho por quatro meses. Hoje, tenta enganar a população brasileira afirmando que a iniciativa de repassar os recursos partiram do seu governo.            

As ações são motivadas não só por insatisfações em relação à atuação do presidente na prevenção e no combate à Covid-19, mas também por medidas tomadas desde o início do seu mandato. 

Para o presidente da CUT-PE, Paulo Rocha, Bolsonaro está precarizando ainda mais o mercado de trabalho. "Hoje, mais da metade dos trabalhadores está na informalidade, sem direitos, sem condições nem sequer de pagar a Previdência Social, ou seja, nunca vai se aposentar", diz. Ele explica que a luta são pelos direitos constitucionais, inclusive pelo SUS: "O que seria de nós agora se não fosse o Sistema Único de Saúde?".

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