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Trabalhadores da Ebserh em Pernambuco aprovam proposta de ACT 2026/2027


A categoria aprovou a proposta, mas rejeitou qualquer debate envolvendo o PCCS sem a participação das trabalhadoras e trabalhadores

Publicado: 08/04/2026

As trabalhadoras e trabalhadores pernambucanos da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) decidiram aceitar a última proposta da Empresa referente as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2027, com a exceção de apenas um ponto.

A decisão se soma a tomada pela maioria da categoria nos demais estados onde a Ebserh atua, fechando um acordo e pondo fim a greve. Desta forma, a categoria irá receber um reajuste salarial e de benefícios de 100% do INPC, a partir de 01 de junho, manutenção das cláusulas do ACT 2024-2026 e inclusão de 14 novas cláusulas sociais negociadas (Veja AQUI). 

Na audiência de conciliação realizada no Tribunal Superior do Trabalho (TST), nessa terça-feira (07), a Ebserh reapresentou a mesma proposta econômica e social anterior acrescida de um ponto:  

•    PCCS: A Ebserh reafirmou em mesa que o Sest negou a proposta do Plano de Cargos e Carreira (PCCS). A empresa assumirá o compromisso, em ata, de recorrer da decisão da Sest que rejeitou o plano. No entanto, o PCCS não entrará no ACT;

Na assembleia em Pernambuco, realizada de forma virtual, a categoria aprovou a proposta, mas rejeitou justamente este último ponto colocado pela Empresa. Isso porque decidiram que o Plano de Cargos e Carreiras deve ser debatido com a presença dos trabalhadores. "Nenhuma decisão deve ser tomada sem levar em conta a opinião do coletivo", destacou a diretora do Sindsep-PE e trabalhadora da Ebserh, Gislaine Fernandes. 

Sobre os dias descontados da greve, existiu uma mudança em relação a audiência de 31 de março. Naquela ocasião, a Empresa havia apresentado proposta de não desconto dos dias parados. Nessa terça-feira, no entanto, os representantes da Empresa iniciaram a conciliação solicitando a compensação integral (100%) das horas paradas. 

Após a negativa da Condsef/Fenadsef, a Empresa recuou parcialmente, admitindo a compensação limitada a 50% do total de horas. Ou seja, metade das horas seriam pagas pela empresa sem contrapartida e a outra metade seria compensada por horas de trabalho além da jornada normal.

"A categoria está de fato muito decepcionada com a atual gestão da Ebserh. Existia uma expectativa alta de que pudéssemos ter cláusulas que priorizassem a valorização das trabalhadoras e trabalhadores, e o que tivemos por parte da empresa foi um cenário de irrelevância, insignificância e desvalorização", concluiu Gislaine.



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