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Trabalhadores da Ebserh promovem Dia Nacional de Luta neste 1º de março

Fonte: Ascom Sindsep-PE
25/02/2021




O próximo dia 1º de março (segunda-feira) será marcado pelo Dia Nacional de Luta dos Trabalhadores da Ebserh, com mobilizações em todo o Brasil. O dia vai ser marcado por atividades que incluem atos, reuniões e debates em torno dos obstáculos do processo de negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2020/2021. 

Em Pernambuco, haverá um ato dos trabalhadores, na Portaria 04, do Hospital das Clínicas, a partir das 9h30. Os empregados da Ebserh irão ler um manifesto pedindo respeito aos trabalhadores da saúde por parte do governo Jair Bolsonaro. Isso porque o governo quer reduzir as remunerações e direitos dos empregados da Empresa em um momento em que eles estão arriscando suas vidas diariamente para combater a pandemia do novo coronavírus. No ato, todos estarão com balões pretos e faixas contra o desrespeito com que estão sendo tratados. Todas as medidas sanitárias, como distanciamento, uso de máscaras e álcool em gel, serão respeitadas.  

Em Pernambuco, a situação dos trabalhadores da Ebserh se agrava ainda mais. A vacinação para prevenção da Covid-19 está muito lenta no Hospital das Clínicas. Até o momento, o número de profissionais vacinados é mínimo e isso tem revoltado ainda mais a categoria. O Hospital tem uma ala específica para atender os casos de Covid-19 e é referência no Nordeste para diversas especialidades.

“Nosso objetivo, com este ato, é o de mostrar para a sociedade como o governo está tratando os trabalhadores dos hospitais universitários do país, que também estão atuando na linha de frente do combate a Covid-19. É uma afronta reduzir nossa remuneração com a pandemia já tendo matado 250 mil pessoas, grande parte trabalhadores da saúde", comentou a diretora do Sindsep e trabalhadora da Ebserh, Gislaine Fernandes. 

ACT

A negociação em torno do ACT dos trabalhadores da Ebserh fez aniversário de um ano, neste mês de fevereiro, sem nenhum avanço. Ela teve início em fevereiro de 2020, foi paralisada um mês depois devido à pandemia do novo coronavírus e retomada em outubro, de forma virtual. Mas após 11 reuniões, o impasse permanece. 

O governo quer acrescentar  uma cláusula no ACT que resultará na redução das remunerações. Essa redução chega disfarçada de uma mudança na base de cálculo do adicional de insalubridade para o salário mínimo. A alteração dessa base de cálculo pode impactar em uma diminuição de até 27% da remuneração de vários trabalhadores. 

O governo também não quer conceder a reposição salarial referente a inflação do período. Os representantes da estatal alegam que estariam impossibilitados de promover o reajuste por causa dos efeitos da Lei Complementar 173/20 que prevê congelamento salarial de servidores até dezembro de 2021. Mas a data base dos empregados da Ebserh é em março e a Lei 173 foi aprovada depois dela. Ou seja, ela não valeria para este acordo por não existir efeito retroativo. 

Mediação do TST 

Diante do impasse, os empregados da estatal resolveram solicitar a mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), repetindo o que aconteceu nos últimos nove anos. A necessidade de mediação do TST, por mais um ano, demonstra a incapacidade da estatal em negociar.  
 

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