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Trabalhadores da Ebserh Recife não aceitam reajuste zero

Fonte: Ascom Sindsep-PE
15/12/2020



Em assembleia virtual realizada na noite dessa segunda-feira (14/12), os trabalhadores da Ebserh Recife, lotados no Hospital das Clínicas da UFPE, mais uma vez disseram não à proposta da empresa pública para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2020/2021. O impasse continua porque além de reajuste zero, a Ebserh insiste em retirar direitos.

Sobre o reajuste zero, a Ebserh se ampara na lei Complementar 173, de maio deste ano, que prevê a suspensão de reajustes para os trabalhadores do serviço público até dezembro de 2021. A diretora do Sindsep-PE e trabalhadora da Ebserh Recife, Gislaine Fernandes, da Comissão Nacional de Negociação, conta que existe um parecer jurídico da Condsef/Fenadsef assegurando que a lei não pode retroagir. Ou seja, como a data-base foi anterior à legislação, os trabalhadores têm direito ao reajuste. 

Ela explica que em março, diante do início da pandemia de Covid-19 no Brasil, as negociações foram suspensas pelos trabalhadores. “A prioridade naquele momento foi o atendimento à população. Quando retomamos as negociações agora em outubro veio o golpe do reajuste zero”, diz Gislaine. 

Um dos pontos mais polêmicos da proposta da Ebserh é mudar o cálculo do percentual de insalubridade, que em vez de ser pelo salário do trabalhador, seria pelo salário mínimo. Segundo a diretora do Sindsep-PE, isso trará um impacto negativo nos contracheques. Uma redução de quase 30% da remuneração. 

“O adicional de insalubridade não é um adicional qualquer. O recebemos porque corremos riscos, sejam eles químicos, físicos ou biológicos. Então não vamos aceitar essa redução”, detalha Gislaine.

Ela também adianta: “Não vamos aceitar e vamos resistir. Somos importantes e priorizamos em março a população. Queremos ter a sociedade ao nosso lado, nos apoiando. O reconhecimento através de palmas na janela é bom, mas o respeito e valorização do trabalho são melhores e isso se dá com uma melhor estrutura de trabalho e melhores salários”, conclui a diretora do Sindsep.

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