SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DE PERNAMBUCO

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Trabalhadores devem se unir contra ataques ao setor público

18/07/2019



A maneira como o governo Jair Bolsonaro (PSL) vem atacando o setor público brasileiro é de uma violência sem tamanho. Para justificar a privatização do maior número de empresas e órgãos públicos, o governo vem promovendo o desmonte do setor como um todo. Já fechou ministérios como o Ministério do Trabalho, com o objetivo de deixar os trabalhadores brasileiros desamparados nas mãos dos empresários. Está privatizando a Petrobras e acelera o processo para privatizar a Eletrobras. 

Na última quarta-feira (17), sob protestos dos estudantes, o Ministério da Educação (MEC) deu o primeiro passo para privatizar as universidades federais, lançando o programa com o nome de “Future-se”. Por meio dele, o governo cria um fundo de cerca de R$ 102 bilhões para atrair investimentos privados para as universidades. A União Nacional dos Estudantes (UNE) acompanhou o lançamento do programa pelo MEC e assegurou que a medida não resolve o problema orçamentário no ensino superior.

Em abril desse ano, o Ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou o corte de 30% das verbas de custeio e investimentos de todas as universidades e institutos federais do país. De acordo com o ministro, o corte foi aplicado em gastos não obrigatórios, como água, luz, terceirizados, obras, equipamentos e realizações de pesquisas. O congelamento foi de R$ 1,7 bilhão dos gastos das universidades. os cortes também atingiram o ensino médio.

Mas o ataque não se restringe apenas a área da educação. A decisão do Ministério da Saúde em suspender contratos com laboratórios públicos para fabricar 19 remédios para quem sofre de doenças como o câncer, diabete e transplantados é outra medida que segue o mesmo caminho. Além de ser extremamente desumana ao atentar contra à vida de milhares de brasileiros, a iniciativa, visa acabar com o Sistema Único de Saúde (SUS) para beneficiar os laboratórios, empresas de plano de saúde e hospitais particulares.

Os medicamentos são produzidos por alguns dos principais laboratórios do país: Biomanguinhos, Butantã, Bahiafarma, Tecpar, Farmanguinhos e Furp e distribuídos gratuitamente para cerca de 30 milhões de pacientes que não podem pagar por eles. 

O Ministério da Saúde informou que “o chamado ‘ato de suspensão’ é por um período transitório”. De acordo com a Associação dos Laboratórios Oficiais do Brasil, a interrupção abrupta pode causar um prejuízo de R$ 1 bilhão na cadeia produtiva nacional.  

“O cerco ao setor público é geral. O golpe foi dado e esse governo foi eleito para beneficiar os empresários brasileiros e massacrar a classe trabalhadora. Os trabalhadores das diversas áreas que utilizam os serviços públicos e que amam o Brasil precisam se unir para evitar o desmonte do país”, comentou o coordenador geral do Sindsep-PE, José Carlos de Oliveira (Foto). 
 

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