SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DE PERNAMBUCO

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Trabalhadores e estudantes retomam às ruas em novo tsunami contra o governo Bolsonaro

09/08/2019





Trabalhadores, servidores públicos, estudantes, professores, diversas entidades, centrais sindicais e sociedade civil organizada estão articulados para realizar mais um grande tsunami contra o governo Bolsonaro nesta terça-feira (13). Será o dia nacional de luta em defesa da Educação e Previdência Pública. Mobilizações serão realizadas em Brasília e nas maiores cidades do país, reunindo milhares de pessoas. No dia 13, também haverá a Marcha das Margaridas, em Brasília.

E o governo tem medo. O lunático ministro da Educação, Abraham Weintraub, solicitou e o ex-juiz corrupto e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, autorizou o uso da Força Nacional de Segurança Pública nas imediações do Ministério da Educação, em Brasília. O objetivo é intimidar os brasileiros e evitar que eles compareçam as mobilizações. Uma tentativa infrutífera diante da determinação dos trabalhadores estudantes em defender o Brasil. 

“Grande parte da população brasileira já chegou a conclusão que o golpe para a retirada da ex-presidente Dilma Rousseff da Presidência e a prisão do ex-presidente Lula teve como objetivo recolocar a direita no poder para que pudessem beneficiar os grandes empresários brasileiros e estrangeiros, massacrando a classe trabalhadora e inviabilizando o futuro do Brasil. Eles servem aos Estados Unidos da América de quem são aliados e não a nossa nação. Por isso, devemos retomar as ruas e dizer não a Bolsonaro. Não ao desmonte do Brasil”, comentou o coordenador geral do Sindsep-PE, José Carlos de Oliveira. 

A reforma da Previdência atingirá diretamente os servidores públicos. Ela irá retardar a aposentadoria de todos os servidores da ativa, além de reduzir os valores a serem pagos. Além disso, traz em seu bojo a taxação de servidores aposentados e pensionistas. A PEC prevê cobrança previdenciária para quem recebe acima de R$ 1.000,00, em caso de déficit do Regime Próprio dos Servidores Públicos. Para isso, basta uma lei complementar que regulamente a proposta. A taxação vai acontecer nos valores acima de R$ 1 mil e pode variar de 7,5% a 22%. 

Jair Bolsonaro já mostrou que a educação não é uma prioridade em seu governo. No final do mês de abril, o Ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou um corte de 30% nos investimentos das universidades federais, com a desculpa de beneficiar financeiramente a educação básica. Mas os cortes vão além do ensino superior: de acordo com os dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento do Governo, o valor do congelamento nos investimentos em todas as etapas da educação já passa dos R$7 bilhões.

No final de julho, novos cortes foram anunciados. A Educação perdeu mais R$ 348.471.498,00. Além disso, quase um terço dos R$ 3 bilhões que Bolsonaro pretende remanejar para facilitar o pagamento de emendas parlamentares, em meio à negociação para aprovação da reforma da Previdência, devem sair do orçamento do MEC.

E os efeitos negativos dos cortes já estão sendo sentidos por todos que fazem as universidades federais brasileiras. A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), por exemplo, não tem mais recursos para pagar contas básicas de energia e água. Servidores terceirizados, que trabalhavam há décadas na Universidade, estão sendo demitidos.


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