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Um presidente que quer deixar o povo morrer

25/03/2020




Em uma atitude criminosa, o presidente Jair Bolsonaro fez um pronunciamento oficial em cadeia nacional, nessa terça-feira (24), mais uma vez minimizando os efeitos do novo coronavírus e negando todas as recomendações tecnicamente embasadas e defendidas por dezenas de presidentes ao redor do mundo, por todos os profissionais de saúde, pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e, inclusive, pelo seu Ministério da Saúde, Henrique Mandetta. 

Sem demonstrar nenhuma preocupação com os brasileiros, o presidente disse ser desnecessário fechar escolas e comércio. Chamou o vírus de uma “gripezinha” e afirmou que apenas os idosos deveriam ficar isolados. Ora, e a população mais jovem não teria contato com os idosos? Ele atacou  governantes que seguem as orientações da OMS para contenção da epidemia, culpou a imprensa por causar histeria na população e incentivou os brasileiros a voltarem às suas rotinas.

Mais de 5 mil mortes

Bolsonaro fez seu pronunciamento depois que teve acesso a um documento sigiloso da Agência Brasileira de Inteligência, atualizado um dia antes (23/03), às 22h10, que constata que o Brasil tem dois cenários possíveis para a próxima semana. O pior deles aponta uma projeção de 5.571 mortes e 207.435 mil contaminados. Ou seja,  Bolsonaro teve acesso ao relatório, vazado à imprensa, que mostrava mais de 5 mil mortes e voltou a minimizar a situação.  

O discurso de Bolsonaro é um arremedo do discurso do presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, de quem o presidente brasileiro é submisso. Trump também está defendendo o retorno da população ao trabalho, escolas e universidades, destacando que apenas os velhos devem ficar isolados, como se eles vivessem em uma bolha. A OMS disse que os EUA têm potencial para serem um novo epicentro da pandemia do coronavírus. 

Existe um movimento mundial, liderado pelo trumpismo, que a imprensa apelidou de Let Die (deixe morrer). O movimento defende que é melhor que morram milhões de pessoas que a economia. No Brasil, Bolsonaro e empresários que o apoiam estão propagando o discurso. 
 

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