SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DE PERNAMBUCO

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Um sábado de atos pacíficos em todo o Brasil e de violência no Recife

Fonte: Ascom Sindsep-PE
31/05/2021




As manifestações contra Jair Bolsonaro, pelo auxílio emergencial de R$ 600 e vacina contra Covid-19 para todos e todas, levaram milhares de pessoas às ruas em todo o Brasil. Foram mais de 420 mil pessoas em manifestações pacíficas em todos os estados brasileiros com faixas, cartazes e pinturas nos rostos em defesa de bandeiras como o serviço público, a não aprovação da Reforma Administrativa, o fortalecimento do SUS, contra a fome, por uma política de geração de emprego e renda, contra os cortes na educação e pela vida acima dos lucros dos empresários. 

O #29M pelo “Fora, Bolsonaro” foi promovido em 213 cidades brasileiras dos 26 estados e do Distrito Federal, e em 14 cidades no mundo. Em todas as mobilizações, as pessoas respeitaram as regras sanitárias das organizações de saúde para evitar a proliferação da Covid-19. Quase 100% das pessoas usaram máscaras, álcool em gel nas mãos e mantiveram distanciamento social. Quem não tinha máscara podia pegar nas barracas ou das mãos de militantes que passavam oferecendo e orientando sobre como usar. 

Foram todas manifestações pacíficas e tranquilas. Inclusive a manifestação ocorrida no Recife que contou com uma reação violenta e desproposital por parte do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Pernambuco. Os policiais avançaram contra os manifestantes ao final do ato promovendo agressões gratuitas que atingiram dezenas de pessoas com bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha e spray de pimenta. As agressões resultaram na perda do globo ocular e visão de dois cidadãos pernambucanos, Daniel Campelo da Silva e Jonas Correia de França, que estavam apenas passando pelo local do ato. Imagens de televisão e fotografias da reação da PM pernambucana foram divulgadas e ganharam repercussão nacional.

A advogada e vereadora do Recife pelo PT, Liana Cirne, foi atingida com spray de pimenta por um policial militar até o momento não identificado. A agressão foi filmada e as imagens demonstram uma atitude covarde do policial contra uma mulher pública no exercício de um ato de cidadania, que não tem amparo em qualquer protocolo policial sobre o uso legítimo da força. 

A PM também promoveu abordagens contra repórteres fotográficos que atuavam na cobertura da manifestação. Depois do ocorrido, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, afirmou, em vídeo, que não deu ordens para as agressões e que o comandante da operação e quatro policiais militares envolvidos na agressão à vereadora Liana Cirne foram afastados das funções e estão sendo investigados. Em nenhum momento, no entanto, o governador citou as duas vítimas que perderam a visão. Enquanto isso, o Brasil se pergunta: quem comanda a Polícia Militar de Pernambuco? 

A direção do Sindsep-PE, que esteve presente no ato do Recife, exige um posicionamento mais firme do governo do Estado e a punição de todos os envolvidos para que seja assegurado o estado democrático de direito e o direito constitucional à manifestação pública.    
 

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