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SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DE PERNAMBUCO
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Publicado: 24/09/2026
As investigações sobre os casos de corrupção envolvendo a família Bolsonaro não se restringiram ao período em que o pai esteve na Presidência da República como foi abordado na matéria anterior (Veja AQUI).
As acusações de corrupção envolvendo membros da família Bolsonaro reúnem suspeitas de compra de imóveis com dinheiro ilícito, lavagem de dinheiro, rachadinhas e diversos escândalos financeiros.
Importante destacarmos que todas as informações deste texto foram retiradas da imprensa nacional, em matérias publicadas ao longo dos últimos anos.
Vamos aos principais casos:
A questão sobre a mansão de luxo envolve a propriedade adquirida por um dos filhos do ex-presidente em janeiro de 2021 no Lago Sul, região nobre de Brasília, por R$ 5,97 milhões. O Bolsonaro filho realizou um pagamento inicial em dinheiro (entrada) de R$ 2,87 milhões e fez um financiamento de R$ 3,1 milhões junto ao Banco de Brasília (BRB), administrado por um aliado da família. O financiamento junto ao BRB foi firmado para ser pago em 30 anos (360 parcelas). Contudo, o Bolsonaro quitou integralmente a dívida de R$ 3,4 milhões de forma antecipada, encerrando o débito em apenas três anos. Como pode isso? O principal questionamento levantado é a de incompatibilidade da compra com o patrimônio de um senador.
Uma investigação jornalística analisou mais de mil páginas de documentos de cartórios e apontou que, entre 1990 e 2022, o ex-presidente Jair Bolsonaro, seus filhos, irmãos e ex-esposas negociaram um total de 107 imóveis! 107! Deste total, 51 foram adquiridos total ou parcialmente com o uso de dinheiro vivo. O montante desembolsado nessas operações em dinheiro vivo somou, em valores corrigidos pela inflação na época da denúncia, mais de R$ 25 milhões. É muito dinheiro! Quem tem R$ 25 milhões em espécie para a compra de imóveis! Como pode uma família movimentar tanto dinheiro?
A utilização de grandes volumes de dinheiro em espécie para comprar propriedades imobiliárias não é uma prática ilegal por si só perante a lei brasileira. No entanto, autoridades de controle financeiro, como o Coaf, a Polícia Federal e o Ministério Público, classificam esse tipo de transação como um forte indício de lavagem de dinheiro do crime.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) apontou que um esquema de devolução de parte dos salários de funcionários dos gabinetes dos filhos do ex-presidente (prática conhecida como "rachadinha"). A investigação também acusou desvio de dinheiro público e contratação de funcionários fantasmas. O MP estima uma movimentação de mais de R$ 6 milhões em recursos públicos desviados apenas do gabinete de um dos filhos, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
No caso que envolve Carlos Bolsonaro quando ele era vereador da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, o MP constatou uma movimentação de cerca de R$ 2 milhões. Relatórios de inteligência financeira anexados pela Polícia Federal a outras investigações apontaram movimentações atípicas e fracionadas nas contas de Eduardo Bolsonaro de cerca de R$ 4,1 milhões. A PF levantou suspeitas sobre possível lavagem de dinheiro. Existe uma família mais enrolada em corrupção no Brasil?!
A franquia da loja de chocolates Kopenhagen, localizada em um shopping na Zona Oeste do Rio de Janeiro, foi apontada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) como o principal mecanismo de lavagem de dinheiro no caso das "rachadinhas. O MP-RJ suspeitava que o estabelecimento era utilizado para introduzir os recursos desviados dos salários de assessores da família de volta à economia com aparência de lucro legítimo.
A quebra de sigilo bancário da empresa revelou que a loja recebeu 1.512 depósitos em espécie entre 2015 e 2018. A investigação apontou que a loja registrava um volume desproporcional de vendas pagas em dinheiro vivo se comparada à média de outras franquias da mesma marca. De acordo com a promotoria, o esquema simulava a compra fictícia de chocolates por clientes "fantasmas" para legalizar cerca de R$ 1,6 milhão.
Os filhos do presidente são alvo de investigações da Polícia Federal relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro. A apuração envolve suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa. A Polícia Federal (PF) descobriu que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, acertou um aporte de R$ 134 milhões (cerca de US$ 24 milhões) para supostamente patrocinar o filme. Mais de R$ 60 milhões foram efetivamente pagos. Importante lembrar que o dinheiro do Master foi roubado de aposentados e pensionistas como ficou claro nas investigações do caso INSS.
Mas, em vez de ir direto para a produção no Brasil, o dinheiro foi enviado para operadores, passou por contas no exterior e foi depositado no Havengate Development Fund LP, um fundo sediado no Texas (EUA) gerido por aliados da família Bolsonaro. Existem áudios apreendidos pela PF nos quais um dos filhos de Bolsonaro cobra o pagamento das parcelas em atraso a Daniel Vorcaro, o chamando de irmão. A suspeita central é de que parte do dinheiro enviado aos EUA teria servido para custear despesas pessoais e manter Eduardo Bolsonaro no exterior. Ou seja, eles não cansam de meter a mão em dinheiro público. Nunca se viu uma família ganhar tanto dinheiro na política.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. A decisão unânime da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) apontou que ele usou de grave ameaça e pressões para interferir nas investigações da trama golpista que resultou na condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O ex-parlamentar atuou nos Estados Unidos da América (EUA) para promover medidas de pressão econômica contra o próprio Brasil, o que incluiu a defesa de um tarifaço sobre as exportações brasileiras. A acusação comprovou, ainda, que ele buscou a revogação de vistos internacionais de ministros do STF e de integrantes do governo federal, além de pedir a aplicação de sanções baseadas na Lei Magnitsky contra o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes. Eduardo, na maior desfaçatez, chegou a celebrar as medidas em suas redes sociais, reivindicando a autoria da articulação política.
*Todas as informações contidas neste texto foram retiradas da imprensa nacional, em matérias publicadas ao longo dos últimos anos.