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SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DE PERNAMBUCO
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Publicado: 28/09/2026
A família Bolsonaro é investigada por uma série de escândalos de corrupção relacionadas a atuação política de cada um de seus membros. As acusações de desvio de dinheiro público foram feitas depois de uma série de investigações envolvendo Bolsonaro pai e seus filhos.
Tem suspeitas de lavagem de dinheiro, rachadinhas, diversos escândalos financeiros, ligações com as milícias e com facções criminosas.
Leia + Os Bolsonaros: uma família que enriqueceu na política
Leia + Governo Bolsonaro: afogado em um mar de denúncias de corrupção!
Importante destacarmos que todas as informações deste texto foram retiradas da imprensa nacional, em matérias publicadas ao longo dos últimos anos.
As milícias
As menções ao suposto envolvimento ou proximidade da família Bolsonaro com milícias no Rio de Janeiro baseiam-se em relatórios de investigações policiais, contratações de parentes de criminosos para os gabinetes políticos, declarações públicas e homenagens legislativas oficiais com a entrega de medalhas a milicianos.
Importante destacarmos que as milícias agem extorquindo muito dinheiro de comerciantes em diversas comunidades do Rio de Janeiro. Quem paga, fica em paz. Quem não paga é ameaçado e, caso continue insistindo em não quitar a sua “dívida”, tem seu negócio destruído e perde a vida. Além disso, tem a exploração imobiliária clandestina, redes de postos de gasolina, internet pirata, falsificações e a famosa venda monopolizada de água e gás, além do comércio ilegal de armas e drogas.
Uma estimativa detalhada indica que apenas as milícias que operam na Baixada Fluminense e na Zona Oeste do Rio de Janeiro lucram cerca de R$ 3,6 bilhões por ano, sem incluir o comércio de armas e drogas. O levantamento da Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial (IDMJRacial) identificou seis áreas de atuação das milícias em negócios legais, a maioria comércio, representando 52%. São lojas de artigos infantis, postos de gasolinas, restaurantes, lanchonetes. Milícias controlam até a venda de gelo.
Ou seja, eles movimentam muito dinheiro!
Ligações muito suspeitas
O ex-capitão do BOPE, Adriano Magalhães da Nóbrega (morto na Bahia em 2020), apontado pelas autoridades como matador e chefe do Escritório do Crime — uma milícia especializada em assassinatos por encomenda —, possuía laços diretos com a estrutura política da família Bolsonaro.
A mãe de Adriano (Raimunda Veras Magalhães) e a ex-esposa (Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega) foram contratadas como assessoras no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
O Escritório do Crime do crime foi o grupo envolvido no assassinato da ex-vereadora Marielle Franco. Os ex-policiais militares Ronnie Lessa, que morava no mesmo condomínio de Bolsonaro, e Élcio Queiroz foram apontados como os executores do crime, presos, confessaram e foram condenados.
O Ministério Público identificou que contas controladas por Adriano e suas empresas transferiram valores para Fabrício Queiroz, operador das rachadinhas da família Bolsonaro.
Adriano recebeu, de um dos filhos do presidente, a Medalha Tiradentes (a mais alta honraria da Alerj) em 2005, quando o policial já estava preso sob acusação de homicídio. Em 2003, Jair Bolsonaro também fez um discurso na Câmara Federal defendendo o militar.
Levantamentos jornalísticos indicam que os filhos de Bolsonaro concederam honrarias a pelo menos 16 policiais denunciados pelo Ministério Público como integrantes de organizações criminosas no Rio de Janeiro.
Além de Adriano da Nóbrega, receberam honrarias Ronald Paulo Alves Pereira (Major Ronald), apontado como um dos chefes da milícia do Rio das Pedras e investigado por envolvimento no caso Marielle Franco; Ítalo Ciba (ex-sargento da PM), investigado e denunciado por integrar o grupo de Adriano da Nóbrega; e Mário Franklin Mustrange de Carvalho, ex-inspetor da Polícia Civil alvo da Operação Gladiador, que investigou a proteção policial dada a chefes de milícias e bicheiros.
Repasse de verbas
Mensagens obtidas pela PF revelaram que Robson Calixto, o "Peixe", solicitou pessoalmente apoio financeiro ao gabinete do Bolsonaro filho, resultando no envio de uma emenda parlamentar de cerca de R$ 200 mil direcionada a um projeto esportivo na Zona Oeste do Rio. Relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU) apontaram suspeitas de desvio desses recursos públicos. Peixe é apontado como miliciano e condenado a 9 anos de prisão por atuar como intermediário no assassinato de Marielle Franco.
Defendendo o indefensável
Os membros da família Bolsonaro já manifestaram diversas opiniões públicas favoráveis à atuação das milícias sempre como a desculpa de serem grupos que promovem a "segurança" comunitária. Em 2008, na Câmara dos Deputados, Jair Bolsonaro declarou que as milícias eram bem-vindas em áreas onde o Estado não conseguia se fazer presente, argumentando que elas garantiam a ordem de forma "legalizável". Mas é isso mesmo que acontece no dia a dia das comunidades cariocas?
As milícias são tidas como verdadeiras quadrilhas, que ditam regras nas comunidades, substituindo o Estado, fazendo o papel de “policiamento” e castigando, muitas vezes por meio de assassinatos, quem não obedece às normas por elas impostas.
Todas as informações contidas neste texto foram retiradas da imprensa nacional, em matérias publicadas ao longo dos últimos anos.